Prepare-se para enfrentar a desinformação que ameaça a legitimidade policial.
Compreenda as ameaças informacionais, os efeitos da inteligência artificial e os vieses da decisão. Conheça uma proposta de defesa institucional baseada em verdade factual, comunicação e responsabilidade.
- Livro físico
- 302 páginas
- 11 capítulos
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Comandantes e gestores, profissionais de inteligência e comunicação, policiais, docentes e pesquisadores de segurança pública.
Reconheça o problema.
Qualifique a resposta.
A obra aproxima conceitos estratégicos da realidade policial e discute como proteger a legitimidade sem abandonar a verdade, a legalidade e o escrutínio democrático.
Distinguir crítica legítima de manipulação
Entenda as diferenças entre desinformação deliberada, vieses de interpretação e efeitos das plataformas antes de classificar uma ameaça.
Compreender o que sustenta a legitimidade
Examine como conduta, comunicação e percepção pública afetam a confiança na instituição e sua capacidade de atuar.
Reconhecer os efeitos do estresse e dos vieses
Conheça mecanismos cognitivos que interferem no julgamento profissional e na maneira como a sociedade interpreta os fatos.
Entender os riscos de deepfakes e da IA
Explore como imagens sintéticas, redes sociais e agentes de inteligência artificial desafiam a verificação e a resposta institucional.
Organizar uma comunicação fundamentada em fatos
Conheça o papel do porta-voz, da coordenação e da contextualização na comunicação de crises e na defesa da verdade factual.
Integrar pessoas, estruturas e competências
Estude uma proposta de articulação entre comando, inteligência, comunicação, formação, tecnologia e responsabilização.
A defesa começa pela compreensão.
Leia um trecho real e conheça a abordagem da obra.
Conheça a obra
pela própria leitura.
Leia a seção “A confiança como ativo estratégico”, do Capítulo 2 — Legitimidade Sitiada: A Polícia como Alvo Cognitivo.
“O centro de gravidade é a legitimidade: a licença social para operar.”
Ler a seção 2.1 — A confiança como ativo estratégico
O Capítulo 1 estabeleceu que a legitimidade institucional constitui o centro de gravidade cognitivo das instituições policiais e que a confiança pública é o requisito crítico que a sustenta. O presente capítulo demonstra que esse centro de gravidade se encontra sob pressão persistente, proveniente de fenômenos distintos que podem incluir crítica legítima, efeitos sistêmicos das plataformas, erros de informação e campanhas deliberadas. O desafio doutrinário consiste em separar essas origens antes de atribuir hostilidade e definir uma resposta.
Na doutrina militar clássica, o centro de gravidade é a fonte de poder que proporciona liberdade de ação, força física ou vontade de combater a uma força beligerante. No contexto da segurança pública democrática, o centro de gravidade não é uma posição geográfica elevada nem um paiol de munições. O centro de gravidade é a legitimidade: a licença social para operar. A confiança é o requisito crítico que o alimenta: é pelo desgaste cotidiano da confiança que o adversário alcança, no médio prazo, o colapso da legitimidade. Sem ela, a autoridade da força policial é questionada a cada abordagem e a sua capacidade de manobra é severamente restringida por pressões políticas e jurídicas. Quando a sociedade deixa de perceber a ação policial como justa e necessária, o policial perde a autoridade moral e torna-se, na percepção pública, apenas um alvo fardado.
O centro de gravidade é a legitimidade: a licença social para operar.
A legitimidade de uma instituição policial em regime democrático não repousa sobre sua capacidade coercitiva, embora dela dependa em última instância. Ela repousa sobre um fenômeno essencialmente cognitivo: a percepção, pela população, de que a ação policial é ao mesmo tempo necessária, justa e proporcional. Essa percepção não se forma por decreto; ela se constrói, cotidianamente, no acumulado de interações, notícias, narrativas e imagens que compõem o ambiente informacional em que o cidadão forma suas opiniões. Quando esse ambiente informacional é contaminado por operações deliberadas de manipulação, a confiança se degrada independentemente da qualidade objetiva do trabalho policial.
O crime organizado e outros atores que empreguem métodos hostis demonstráveis podem buscar não apenas resistir à ação policial, mas corroer a legitimidade institucional até restringir sua capacidade de agir. Essa hipótese somente se sustenta quando houver evidências de intenção, coordenação, fabricação, distorção ou exploração sistemática de vulnerabilidades. Divergência política, ativismo, crítica social ou oposição a determinada política pública, isoladamente, não satisfazem esses critérios.
Essa vulnerabilidade possui dimensão estrutural. A polícia está entre as instituições mais visíveis do Estado, mantém contato frequente com o cidadão e atua em situações de conflito cujo registro e disseminação podem ocorrer instantaneamente. Cada abordagem é um ponto de contato cognitivo; cada ocorrência pode tornar-se vídeo viral; cada uso de força é passível de interpretação e escrutínio. Essa exposição exige preparo informacional proporcional à relevância democrática e coercitiva da atividade.
Fim da amostra. Transcrição da seção 2.1 da obra. © 2026 Cleiber Levy G. Brasilino.
Quero ler o livro completo11 capítulos, do conceito
à preparação institucional.
Um percurso que articula fundamentos, ameaças, decisão, comunicação, estruturas de defesa e formação profissional.
Ver o sumário completoTítulos dos 11 capítulos da edição final
O Sexto Domínio: A Guerra que Chegou ao Cérebro
Fundamentos e transposição crítica para a segurança pública.
Legitimidade Sitiada: A Polícia como Alvo Cognitivo
Confiança, legitimidade e critérios para reconhecer ameaças.
O Cérebro Sob Fogo: Neurociência da Decisão Policial
Estresse, carga cognitiva e julgamento profissional.
O Teatro Digital: Redes Sociais, IA e o Novo Campo de Batalha
Redes sociais, deepfakes e inteligência artificial.
Desinformação: a Munição da Guerra Cognitiva contra a Legitimidade Policial
Mecanismos de distorção e defesa da verdade factual.
A Janela de Overton: o Deslocamento do Aceitável como Efeito Estratégico da Guerra Cognitiva
Disputas de sentido e mudanças na percepção do aceitável.
Vieses Cognitivos: As Armas da Guerra Cognitiva e o Escudo da Defesa Institucional
Vieses de julgamento e possibilidades de preparação.
Operações de Informação na Atividade Policial
Conceitos, aplicações e fronteiras da atuação institucional.
O Porta-Voz Estratégico: Comunicação como Arma de Defesa Cognitiva
Coordenação, contexto e comunicação de crises.
Defesa Cognitiva Institucional: Resiliência, Inoculação e Proteção
Estruturas, resiliência e proteção institucional.
Perfil Profissional, Formação e Futuro
Competências, formação e desafios futuros.
A obra inclui ainda prefácio, prólogo, nota metodológica, conclusões, glossário e referências.
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A opção de compra apresentada nesta página é o livro físico, com 302 páginas, dimensões de 16 × 22,9 cm e miolo em preto e branco, em papel Avena/Pólen, conforme a ficha da UICLAP. ISBN: 978-65-02-20762-8.
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Preciso ser policial para aproveitar a leitura?
A segurança pública é o eixo aplicado da obra. O conteúdo também dialoga com profissionais de inteligência, comunicação, gestão pública, defesa, sistema de justiça e pesquisadores do ambiente informacional.
A abordagem é teórica ou aplicada?
É uma obra doutrinária que articula literatura científica, legislação, relatórios técnicos e experiência profissional. Desenvolve conceitos, critérios e propostas de organização e formação voltados à realidade da segurança pública.
Quais são os limites da defesa cognitiva proposta?
Verdade factual, legalidade, proporcionalidade, proteção da crítica e do dissenso, privacidade, supervisão humana e responsabilização orientam a proposta. A obra distingue crítica legítima de fabricação, distorção deliberada e outros métodos hostis demonstráveis.
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